Sunday, November 15, 2009

SOCORRO

Meu blog está sendo super invadido por pessoas que procuram por

PITCHULINHA DO SUDÁRIO

gente, será que é uma Maria Madalena de saia curta? Será que o pessoal aramaico tá reencarnando e procurando fotos da velha guarda na internet?

SOCORRO!!!

Sobre leitura…

Bem, ultimamente ando meio retardada, então eis que reparei que esse final de semana estava lendo três livros ao mesmo tempo. Vale a pena dizer que estou tentando otimizar meu tempo (expressão esta que é um tanto corporativista e me dá vontade de vomitar, vomitar sem classe mesmo e, em toda a extensão da palavra, poderia dizer gorfar…), logo estou passando minha vida de espectadora de séries a limpo. Não tenho muito tempo para as coisas – nessa loucura entre traduções e aulas. Já parei de estudar por um ano (ou dois, vai saber…) por escolha própria, por não ter condições de queimar neurônios nesse momento. Assim sendo, tenho que parar de assistir às séries que assisto somente por hábito, tais como Lie to Me e The Mentalist. Claro que existem as do coração, como Dexter e algumas outras. Mas estou fazendo de tudo para parar com a minha ansiedade semana após semana de ficar esperando os episódios, incansavelmente. Assim dito, vamos aos livros. Depois venho aqui e faço um post revoltado sobre filmes que ando vendo ultimamente.

Aliás, a última coisa que tenho a dizer sobre séries é: ainda que eu adore vampiros em geral, tenha paixão, mania, obsessão, etc, etc, achei a última temporada de True Blood uma bosta e não sei nem se assistirei à próxima. Não tenho paciência para essa enrolação toda. Afe. Deu cãimbra nos meus dentes. Aliás, puta palavra esdrúxula essa.

Pois bem, voltando.

Tenho um vício horrível por compra de livros. Tudo começou com os sapatos e, quando fui ver, deixei de ser mulher compulsiva por me tornar uma compradora compulsiva de livros. O que, vamos e venhamos, acho que deve ser melhor. Como disse a D. agora mesmo, livro não aperta o dedinho, não dá calo ou bolha e não quebra o salto no meio da balada. Pois bem. Passei na Livraria Cultura e comprei vários. Como estou fazendo o Senhor Meu Marido um cidadão mais culto, aproveitei para comprar O castelo dos destinos cruzados, do Italo Calvino. Aliás, queridos, desculpem pelo link para a Wikipedia em inglês, mas o artigo em português era tosco, tosquíssimo aliás. Li metade do livro em uma sentada (ui!), mas confesso que acho que está ficando chato e não sei se vou ter paciência de chegar até o final. A idéia do acaso, das cartas de tarô e tudo mais é bem significativa e interessante, mas está ficando meio tedioso e confuso. A primeira parte – até agora – é bem melhor que a segunda.

Enquanto ia até o meu escritório, dei uma olhada na pilha de livros que não cabem mais na estante e aproveitei para resgatar Histórias fantásticas, do Adolfo Bioy Casares, do quem já havia lido A invenção de Morel e achado fenomenal. Tinha começado a ler esse livro enquanto ia para a aula de um aluno pentelhíssimo do qual não sou mais professora – graças a deus. Acho que esse trauma acabou fazendo com que eu deixasse o livro de lado. Mas… Vou terminar de ler esses dias, prometo. Bioy é um contista do caralho. O conto de que mais lembro é “A Trama Celeste”, que envolve uns paradoxos relacionados ao espaço tempo e é realmente um absurdo. O primeiro também era muito bom. Recomendo enormemente o autor para aqueles que estão a fim de ler algo que não seja mega existencial.

Agora para aqueles que são retardados e gostam de se torturar com coisas complicadas, que exaurem o intelecto, chega António Lobo Antunes, um português maldito, que escreve bem para caralho. Olha, já li autores que escrevem em português de Angola, de Moçambique, já li o Fernando Pessoa e, confesso, Lobo Antunes é um que me arregaça e me faz pensar que realmente o Português do Brasil e de Portugal são línguas diferentes. PARA MIM (não sei como é para os outros) qualquer experiência com Lobo Antunes é um parto e um estupro. Digo isso porque a linguagem é difícil de entender e também porque ele usa aqueles parágrafos do Eduardo Lourenço, um crítico retardado que escreve de maneira hermética por parágrafos que se estendem por milhares de páginas, sem ponto final, só vírgula. Pois bem. Lobo Antunes é assim. Além de usar um vocabulário completamente de outro mundo – não porque seja muito erudito, mas porque é de outro mundo mesmo, fato que faz o entendimento ser mais difícil, ele sempre se utiliza de umas metáforas completamente não-brasileiras. O vocabulário é completamente português. De chávena a pastilhas elásticas (xícara e chiclete, respectivamente), então muitas vezes as frases se tornam surreais. Mas vale a pena, para quem é bravo e não se assusta fácil. O Conhecimento do Inferno ainda está sendo razoavelmente simples até agora. Não teve muitos palavrões – se alguém souber que porra significa CATANO, que me expliquem porque tenho dúvidas até hoje – o que deixa a vida mais fácil. A primeira obra com a que tive contato foi Explicação dos Pássaros, que é um livro dramático, sobre o suicídio do personagem principal. Não se preocupe, caso vc decida comprar o livro, o cidadão fala desde o começo que vai se matar, então não estou estragando nada. Ainda mais porque o que menos existe é ação, tudo se baseia em um jogo de monólogos internos, do cara pensando a respeito da vida e do que realmente não quer fazer. Vale a pena lembrar que tudo isso é entremeado por comerciais, por cenas de circo, etc, etc. Interessante, mas difícil. Difícil para ler no ônibus, sendo interrompido toda hora. Talvez, se eu tivesse lido em paz, teria sido mais fácil.

Para quem não sabe do que estou falando, deixo aqui dois trechos retirados de Conhecimento do Inferno:

(não sei se ajuda, mas o narrador é psiquiatra...)

“Eu dormia num quarto impessoal como os das messes da tropa, cujos lençóis exalavam um odor acre de jazigo, com um frasco de água à cabeceira idêntico aos das pensões de província, e um telefone que chora, de quando em quando, gemidos aflitos de bebé. Cerca de mil pessoas ressonavam à minha volta em uníssono, num vai e vem vagaroso de mar, e sentia-me como que flutuando à superfície do som, estendido nos cobertores à laia dos cadáveres dos grumetes que se deixam escorregar para a água envoltos num sudário de lona, e que mergulham devagar nas ondas como estranhos cilindros rígidos de chumbo. Quando me chamavam ao banco penetrava numa gruta irreal em que os passos se multiplicam e as vozes ecoam, estilhaçadas, reduzidas a fragmentos sem sentido de vogais sob o neon das lâmpadas que confere à brancura das batas uma tonalidade glauca, quase incandescente, de superfícies caiadas, deslocando-se devagar, sem rumor, do mesmo modo que as casas do Algarve se deslocam para trás de nós, fitando-nos com os olhos quadrados e cegos das janelas. Os polícias, os bombeiros, os guardas republicanos, as famílias, aguardam em bancos corridos segredando-se a medo monossílabos de igreja. Uma noite densa de crepes, a noite de antes da aurora, compacta, opaca, quase sólida, a noite das noites de insónia ou de gripe, que não se respira, não vive e contudo se arrepia de indecifráveis sobressaltos, como os soalhos estremecem no silêncio ou as flores se agigantam, sôfregas, no escuro, estendendo para nós os dedos carnívoros das folhas, empurra contra a varanda o bafo mole de cansaço. Sento-me à secretária, engordurado de sono, com os gemidos de bebé do telefone a vibrarem-me, longínquos, nos ouvidos, à maneira de uma dor distante mas presente que um comprimido amorteceu, procuro o cinzeiro com os dedos cegos, desajeitados, com que busco o frasco de água se acordo, a fim de achar na mão o contacto duro e suave do vidro e, por intermédio dele, a tranquilizadora presença dos objectos conhecidos, e topo os olhos da mulher de pé à minha frente, a apertar contra o peito o saco de plástico como quem embala devagar um filho doente: e entendi que a solidão, disse ele no automóvel deserto a caminho de Lisboa, não é a marca de bâton num copo no escritório vazio iluminado pelas persianas que a amanhecem, nem a saída de um bar onde deixamos talvez, pendurada na cadeira, a pele de cobra da alegria postiça que se destina a disfarçar a inquietação e o medo: a solidão são as pessoas de pé à minha frente e os seus gestos de pássaros feridos, os seus gestos úmidos e meigos que parecem arrastar-se, como animais moribundos, à procura de uma ajuda impossivel.” (p. 65-6)

“(…) Um cartaz de tourada rasgado oscilava como um braço de um pedaço de muro que o calor dissolvia, e eu pensei A solidão é o azedume da dignidade, pensei A solidão das mulheres é a forma mais melancólica da nobreza, pensei nos últimos anos de vida das minhas avós, sentadas na sala entre retatos de militares defuntos, à espera da morte como os esquimós no gelo, pensei na agonia do pombo em Tomar, sozinho no telhado fronteiro à messe, que todas as tardes, ao instalar-me à mesa do quarto para escrever o longo romance que não publicaria nunca, que não publicarei nunca e do qual todos os meus livros se alimentam, me parecia mais magro, mais amarrotado, mais exausto, arrepiado pelo bafo de Junho e pela febre, pensei que fui chamar o chefe dos empregados, lhe mostrei o pombo, lhe pedi

-- Faça qualquer coisa pelo bicho

e que o homem se debruçou da janela, examinou a ave, voltou para dentro e me disse

-- Está morto. Só se o senhor doutor quiser que eu o varra para o chão com a vassoura das limpezas.

Pensei na indiferença do homem e na indiferença dos outros pombos que continuavam a voar em bando em torno do edifício da estação, sobre os salgueiros e as amoreiras do largo, ora brancos, ora escuros como as duas faces das cartas de jogar, pensei Logo à noite o fantasma do pombo vai impedirm-me de dormir cravando-me no pescoço a angústia das unhas, pensei na solidão das pessoas e dos pombos e nos martelos de afugentar ninguém, pensei na mulher de Serpa a ameaçar com a pistola de baquelite a troça dos malteses, cheia de doçura, e de fome, e de pavor, pensei na rapariga de Serpa cercada de inaudíveis suspiros de anjos mortos, estupefacta dos internados que cirandavam no escuro como autómatos tontos. A enfermeira voltou a arma para mim , disse

-- Pum pum pum

e eu tombei num fofo monte de penas, arrastando comigo o corpo como as folhas dos parques, no Outono, os cadáveres dos cães.” (p.72-3)

Para quem quiser ler mais, está disponível na internet até a página oitenta e pouco aqui, ó.

Por enquanto é só. Vou dormir pq essa semana vai ser punk. PUNK.

Ta-da. XD

Tuesday, November 03, 2009

Zombie Walk 2009

Olha, eu juro que ia colocar captions em todas as fotos, explicar as situações e tudo mais. Mas já passou tanto tempo da Zombie Walk e eu ando tão sem tempo que não vai dar. O que vou fazer é publicar esse e botar mais uns dois posts, o que acho que acaba fazendo com que eu aproveite o meu tempo melhor por aqui. Afinal de contas, tenho que aproveitar as oportunidades e, tendo em vista que tenho uma tradução mega-gigante para fazer, acho que vai demorar uns dois anos para eu conseguir aparecer por aqui de novo. Mas… a esperança é a última que morre. Aliás, a Esperança já deve ser zumbi. E tenho dito.

Já comecei a colocar uns captions ali em baixo, então vou colocar tudo de uma vez. Sai preguiça desse corpo que não te pertence. Afe.

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Bem, eu digo que acho que esse ano a maquiagem do Adalberto ficou bem melhor que a minha. Tive tempo de usar liquid latex e fazer uma porrada de coisa. A minha, para variar, foi em cima da hora e fiz que nem o nariz. Dá para ver? Ali, ó. Bem ali do lado deve ter um outro nariz igual ao meu. Afe. Piada bem tosca. Mas… O ano que vem sempre tem outra e tamos aí para melhorar, aprimorar e evoluir zumbizadamente.

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A foto comendo cérebro é clássica, então tá aí para todo mundo ver que o Adalberto comeu o meu cérebro, mas eu não comi o dele porque não tinha. Veio com defeito de fábrica.

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Mal cheguei na parada e já dei de cara com o Martim. Aliás, foi um dos únicos conhecidos que encontrei. Mas não reclamo de não ter encontrado muita gente não. Hoje em dia sou avessa a grandes confraternizações. Acho que estou ficando velha, vou morrer igual à Hilda Hilst, num lugar do interior, cercada por noventa gatos. Afe. Que visão do inferno.

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A Gabi é uma menina que não sabe brincar. Toda Zombie Walk ela aparece e arrasa no bailinho, vamos e venhamos. Não dá para competir com ela. A maquiagem é sempre perfeita. Ela já é linda e alta e quando vc chega perto, tem que competir com todos os fotógrafos por um pouco de atenção.

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Dani e Rosinha. Aí está a prova cabal de que minhas maquiagens de última hora ficam uma bosta. Mas o que vale é a intenção. Aliás, a Rosinha bombou na Zombie Walk, foi clicada por milhares de fotógrafos. Por essa o Maurício de Sousa realmente não esperava. Hahaha…

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Dona D., com um look mais sóbrio, tentando ver se conseguia assustar alguém com sua cara de zumbi.

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E então o momento de pagação de sapo da tarde, ou seja, o tiozão me filmando fazendo uma maquiagem tosca na Marília. A televisão engorda e imagino como fiquei parecendo um muffin zumbi. Afe, que vergonha.

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Dona Marilia foi outra que também bombou na ZW. Duzentos milhões de fotógrafos queriam fotos com ela, ela ainda praticamente autografou pernas e braços de outros tantos zumbis e ainda recebeu um convite para sair na Zumbi Junior como destaque do mês.

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Realmente não entendi qual era o lance dos espadachins zumbis, veja bem.

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Humpty-Dumpty zumbi. Achei bem bolado. Bem redondo, que nem a gorda que estava do lado.

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Fofão zumbi também foi muito bom. Muita criatividade.

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O primeiro Michael Jackson da tarde, juntamente com sua noiva zumbi. Deve ser uma versão brasileira e mais baixa da Brooke Shields. Ou da filha do Elvis Presley, esqueci o nome da filha da puta.

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Finalmente Jesus resolveu dar o ar da graça. Como todos dizem, ele foi o primeiro, não? Se bem que, se não me engano, o primeiro foi Lázaro. Ou sei lá quem. Não tenho mais tempo nem idade para ficar pensando em ensinamentos bíblicos.

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Aliás, foi muito bom ficar perto de Jesus durante a caminhada. Ele sempre tinha umas tiradinhas ótimas. E ainda disse: “gente, não me venham pedir milagres porque to de folga hoje.”

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A clássica foto comedora de cérebros.

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Zumbi trombadinha e zumbi engraxate. Versões muito brasileiras. Hahaha…

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Michael Jackson 1 vira para Jesus e diz: “mano, cadê as criancinhas?” Achei bem válida também a fantasia do padre dos balões.

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Michael Jackson 2.

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Eu acho que esse zumbi de rosa foi o mais bem caracterizado para os tempos modernos. Não sei porquê (será que está certo esse porquê?) mas ele me lembrou aqueles cara mega-modernosos que dá para encontrar às pencas pela Augusta. Válido e bem digno. E a roupa de Jesus feita de TNT tá demais. Ou será uma versão readaptada de Inri Cristo?

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Realmente não entendi o lance das espadonas durante a Zombie Walk. Acho que os caras que fazem cosplay perderam a noção e resolveram que voltaram da cova como espadachins. Eu achei bem uó esse negócio de espada, mas… deixa a criança brincar, né?

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Enquanto o pessoal normal tirava fotos dos zumbis, os zumbis tiravam foto do pessoal normal. E achei muito chique o camelô que aceita VISA. Esse mundo é realmente muito moderno.

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Não achei legal o dedo da tia aparecendo na minha foto com o Jason. Achei que ninguém mais tinha como fazer isso hoje em dia, afinal de contas, todo mundo tem máquina digital, celular, sei lá, qualquer coisa para aprender que o dedo foi feito para segurar e não para ficar na frente da lente. Afe. Mega amadora essa fotógrafa.

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Zumbisas também têm celulite, tá?

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Achei bem digna essa forma de propaganda. Zumbi já é um bicho tão zoado que só faltava isso, vender as costas como espaço publicitário de puteiro. Arrasou!

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Putz, que pobre essas aqui. A da direita, sinceramente, parece saída diretamente dos monstros do Piratas do Caribe. Tá com cara de dor de barriga. Não entendo é o povo querendo pagar de zumbi sexy. Porra, zumbi não é sexy, nem fodendo. Abrace o personagem e grite “MIOOOOOOOOOOOOOOLOS!!!!”

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NÓS ESTIVEMOS POR AQUI.

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Claro, apareceram também uns zumbis hippies. Achei boa bagaray a idéia do cara de pintar uns símbolos da paz no braço, mas de cabeça para baixo.

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No final da festa a maquiagem já estava descolando, parecendo umas gosmas nojentas. Realmente essa massinha aí de por na cara não dura muito tempo. Mas… valeu a pena. Ainda que eu já estivesse morrendo de dor de cabeça. Aliás, uma das partes mais engraçadas foi eu explicando para os tiozinhos o que era uma zombie walk: “ah, meu, tem marcha para jesus, tem passeata do orgulho gay, tem zombie walk. o povo que gosta de zumbi se junta e anda, é basicamente a mesma coisa.” Ha. XD

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Eu realmente estava com falta de criatividade para os comentários. mas… vai ter que ficar assim mesmo. Melhor isso do que só postar em fevereiro, né?

Friday, October 02, 2009

Updêite da gatarada...

Pois bem. Eu disse para a minha irmã que faria inveja com relação aos gatos fofos que tenho aqui em casa. Meus dez são fofos o bastante, mas o que um bebezinho não faz com o cérebro de um ser humano? Exatamente. Faz com que essa tranqueira de massa cinzenta se torne uma geléia sem utilidade e com que essa mesma criatura passe horas e horas olhando os gatinhos brincando e pensando: "Ah, que fofo!".

E é nesse espírito -- e também pensando que todos os gatos e cachorros não mereciam estar na rua nem fodendo -- é que resgato os coitadinhos sempre que possível, tirando os dias em que a casa tá bombando e tá saindo gato pelo ladrão, como hoje por exemplo. Em um espaço de uma semana, resgatei sete babynhos, veja bem. Afe. É muita vocação para mãe mesmo. XD

Primeiro vou colocar a ninhadinha que passou apenas poucas horas aqui em casa: 

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Eram dez filhotes e uma mãe só, coitada. E eram três ninhadas diferentes. Infelizmente todos os menorezinhos morreram e também aquele grandalhão que está deitado em cima da barriga dela. Os outros e a mãe foram adotados esta semana.

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Pierrot é um gato mega manso que veio de herança de um protetor desavisado e que não pode ficar com o coitado. Como sou retardada, trouxe aqui para casa. É o gato que tem o rabo mais comprido do mundo, como ilustrado abaixo:

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Bong é um coitado. Algum infeliz pelo mundo furou os dois olhos dele. Resultado. Perdeu um e o outro ainda está meia boca. Estou passando pomada, colírio, levando no oftalmologista, o caralho. Mas o problema não é somente a perda da visão. O problema maior é o fato de que dificilmente conseguirá se socializar com humanos novamente. Aqui em casa ele já progrediu bastante. Já aceita outros gatos, brincam, dormem todos embolados. Mas quando chega alguém, ele sai correndo e se esconde pelos cantos do quintal. O comportamento dele com relação a isso já melhorou bastante também, mas nunca chega perto de ninguém. Coitado.

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Os que resgatei essa semana começam abaixo. Primeiro os mais pequenos, que são uma graça. Sinceramente, nunca havia resgatado bebês tão dóceis e que gostassem tanto de ficar perto de gente. Coisa mais fofa do mundo. Afe. O único problema é que sempre que abro a porta do banheirinho onde estão guardados, eles saem correndo que nem aqueles monstros de video game, que vc tem que correr atrás para pegar todos. Saem que nem barata tonta, um para cada lado, é um inferno. Mas são babies. E são fofos. Maldita neotenia.

02102009337 Essa coisa fofa é a Kat. É uma vagabunda, para dizer a verdade. Sai correndo que nem uma louca, escala a minha calça, morde os irmãos, enfim, toca o puteiro no quartinho. É a mais animada e a mais sapeca, mais reclamona e a mais difícil para tirar foto. Parece possuída pelo demônio, mas eu góstchio.

02102009332 Essa coisa fofa e de cabeça para baixo é a Kit. É uma sofredora. Como é a mais quietinha, vive tomando porrada dos irmãos. É carente e não consegue ficar quieta até conseguir subir no meu colo. Mas é uma fofa. Ficou sentada no meu ombro hoje e dá lambidinhas no meu nariz. Afe. A maternidade...

Twix Dá para acreditar que uma coisinha deste tamanho já é um gato todo molinho e ronronador? Ele não tem dúvida. Viu mão pela frente, se esfrega, morde e sai ronronando pelo banheiro. Não pode ganhar um carinho que se abre todos. Dos três, é o meu preferido. Adoro gatos efusivos.

Dos quatro que vou colocar abaixo, não posso falar muito. Como peguei ontem e eles ainda estão se adaptando à casa, estão ariscos e meio doidos. O que posso falar é que fiquei dando banho nos quatro até altas horas ontem e que eles foram todos muito bonzinhos, não reclamaram quase e ainda se entenderam com o secador de cabelos -- quase todos os meus gatos odeiam o secador. Assim, por não terem feito muito barulho, evitei que a vizinhança achasse que eu tinha começado a resgatar e torturar gatos, veja bem. Afe.

02102009216 Senhorita Sylvia Plath. Mega deprimida. Só fica na dela. Acho que só come quando ninguém está olhando.

02102009225 Senhorita Dora Maar, um pouco melhor que a Sylvia. Afinal de contas, a Sylvia é a mais mega deprimida do mundo, vamos e venhamos. Aliás, outro dia eu estava no ônibus e ouvi uma nova versão para isso aí: venhamos e convenhamos. E estou me perguntando se eu estou errada ou se o cara que falou.

02102009246 Esta fofa é a Camille Claudel. É a mais amigável de todas. Já ronronou e agora está dormindo no meu colo.

Ah, antes que eu me esqueça. Coloquei esses babies no meu escritório. A minha secretária do lar tinha acabado de limpar tudo lá dentro e tive a brilhante idéia de tirar fotos dele para mandar para a ONG. Quando chego perto desta senhorita, que estava escondida perto da televisão, sinto um cheiro estranho. Quando olho com mais cuidado, algum deles tinha feito um toroço enorme atrás da TV e tinha sujado tudo, fio, cabo, chão, enfim, foi foda.

Por último:

02102009251 Auguste Rodin, mega bravo e deprimido. Vive pelos cantos com a Sylvia Plath. Ah esses atormentados...

Tenho milhões de coisas para falar aqui. Mas vai ter que ser amanhã. Agora estou cansada e quase não fiz este post, por dor nas costas e pelo peso da idade. Sacomé, vai chegando as dez horas e vc começa a virar abóbora, tipo "quero dormir porque senão não fico bem no dia seguinte..." Afe. E nem sou sexagenária ainda. Pff.

Wednesday, September 23, 2009

Houseando…

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Pois bem, hoje damos início a mais uma era de ansiedade e revolta, em que House vai aparecer todas as semanas para me deixar revoltada e também me fazer dar risada com o seu clássico mau humor. Como sempre digo, com ou sem mau humor, eu dava para o House fácil, fácil. Podia ser até na maca do hospital que eu não me importava, não.

Vou assistir ao primeiro capítulo antes de dar aula. Mais notícias com o decorrer dos acontecimentos.

 

Ta-da!

Thursday, September 17, 2009

Negro gato…

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Tenho dez gatos – talvez onze. Um deles ainda está no vai-não vai. Mas está quase. E, como na vida, a gente acaba se apegando mais a uns que a outros, ainda que tente amar a todos igualmente. Pois bem. Eu tenho uma queda – ou um tombo – por gatos pretos em geral. Acho que deve ser a minha gotiquice, o meu ser true que me faz ser assim. Ou, quem sabe, goste dos gatos pretos porque eles combinam com todos os ambientes, cores de roupa e de parede. Vai saber. O que sei é que gosto e ponto. Um dos meus gatos pretos preferidos se chama Josephine Baker. É uma das gatinhas que peguei na UIPA, depois de procurar exaustivamente gatos pretos para adoção e não encontrar. Ah, que justiça poética, por assim dizer. Eu querendo adotar dois gatos pretos no passado, não encontrar e agora descobrir – por causa do meu trabalho com adoção e tudo mais – que os gatos pretos são os que sempre ficam encalhados, inclusive um dos que está no vai-não vai – como disse acima – é neguinho, coitado (aliás, antes que me encham o saco, adoro gato preto, como disse e não sou uma pessoa preconceituosa. O gato é um coitado porque demora meses para ser adotado, se for adotado…).

Então. Josephine Baker foi adotada por nós, juntamente com Anaïs Nin, que foi para o céu dos gatinhos, coitada. Ambas vieram com rinotraqueíte, enfim, mega-podres. O Adalberto estava viajando, então tive que tomar conta das duas, sem saber o que fazer, porque decidiram ficar doentes de uma hora para a outra e eu ainda era mãe de primeira viagem. Cuidei, limpei as catotas (para quem não sabe, a rinotraqueíte funciona como uma mega-gripe, que te deixa todo entupido, encatotizado, espirrando, praticamente vomitando verde que nem a menina do Exorcista…), levei ao veterinário dia sim, dia não para tomar antibiótico. Fora o fato de ela não comer nada e eu querer morrer sem saber o que fazer. Pois bem, sarou, está com dois anos, uma gata linda e temperamental, que puxou meu jeito em muitos aspectos.

Josephine Baker tem a particularidade de não miar direito. Quero dizer, ela mia, mas é baixinho, parece uma porta rangendo – se é que vc me entende, ainda que seja uma analogia tosca. Assim sendo, como ela faz esse barulhinho fofo, sempre acaba tendo umas regalias pela casa. Fora que é a gata que eu sempre quis ter, então é a queridinha. E é ciumenta. E é para falar sobre isso que escrevi tudo o que escrevi acima. Nõs compramos um laptop há um tempo atrás, que é para deixar a vida mais prática. Os outros dois computadores continuam em casa, mas o laptop, por exemplo, faz com que eu possa escrever sentada na cama – porque muitas vezes ficar no meu escritório cansa. E a Josie, quando vem comigo aqui para o quarto, quer monopolizar o meu colo o tempo todo. Assim, porque de acordo com as leis da Física dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, ela fica extremamente revoltada quando repara que é o laptop que está no meu colo, e não ela. Hoje, por exemplo, já tentou roer o fio da eletricidade, o sutiã que eu tinha deixado em cima da cama e o fone de ouvido que estava do lado da cama. E faz com um ódio no olhar que parece o gato ali em cima na foto. Afe.

Ta-da.